sábado, 26 de março de 2011

COSTUMES NO EGITO

O beijo entre os homens em público, é comum: três beijinhos na face, às vezes bem molhados... Os beijos entre casais são proibidos. A desobediência a essa lei pode levar o indivíduo à delegacia de polícia. Ou à casa do pai da moça, para explicações, se ela não for casada.
Enquanto é proibido o beijo entre casais, para não despertar "imaginações impuras, existe o costume egípcio de os homens andarem de mãos e braços dados. Às vezes, só com o dedo "mindinho". Víamos, no início, com bastante surpresa oficiais ou praças, tanto das Forças Armadas quanto da Polícia, andarem de braços dados, mesmo fardados.
As moças egípcias, em princípio, casam virgens. Não é permitido à moça solteira manter conversa com homens. Nas escolas, os meninos sentam em bancos separados das meninas. Segundo os árabes, "a mulher é uma flor tenra que precisa ser preservada". Por isso o uso do purdah (véu), que esconde os cabelos das mulheres. A mulher muçulmana casada, no Egito, não mostra seus cabelos a não ser para o marido e pessoas da família.
É grande o número de egípcios, de ambos os sexos, que vestem as longas túnicas, as galabeyias, principalmente os da classe mais pobre, como os beduínos que vêm do interior. Há mulheres que vestem galabeyias pretas, que é uma demonstração de fidelidade ao marido. O desconforto deve ser imenso, pelo calor que provoca.
Antes da ocupação francesa, todos os egípcios usavam barba e bigode. Como os franceses tinham o rosto escanhoado, o antigo costume começou a cair em desuso, embora com alguma resistência.
Antigamente, uma punição exemplar para os egípcios era cortar seu bigode à força, o que causava uma vergonha enorme. No tempo dos mamelucos, homens sem bigode não eram tolerados a entrar nas cortes de justiça e criminosos eram forçados a raspar o bigode e mandados a andar no lombo de burros, de costas, pelas ruas da cidade, para aumentar a vergonha. no Egito uma grande quantidade de homens que cultivam seu bigode com bastante esmero. Geralmente são bigodes enormes. Quanto à barba, esta é hoje cultivada, principalmente, pelos sacerdotes coptas e pelos fundamentalistas islâmicos.


As mulheres são extremamente vaidosas, se adornam com colares, pulseiras e brincos enormes, carnavalescos. O uso ostensivo de jóias no Egito é possível pela inexistência de assaltantes. A lei é rigorosa, existe a pena de morte
Os árabes são loucos por perfumes e roupas multicoloridas. Eles usam roupas que no Brasil só se prestariam para pular carnaval. As mulheres usam vestidos super enfeitados, sapatos cheios de cores e brilhos, uma penca de pulseiras de ouro em cada braço, brincos enormes, colares de proporções faraônicas. Os homens também usam camisas e blusas enfeitadas, sapatos floridos, às vezes na cor vermelha berrante ou, até, rosa.
Os táxis andam enfeitados, muitos parecendo uma árvore de Natal ambulante, com luzes piscando e buzinas melódicas entrando madrugada à dentro.
Livro: “Egito – uma viagem ao berço de nossa civilização”, Editora Thesaurus, Brasília, 1995.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

ATLÂNTIDA, A CIDADE PERDIDA NO MAR

Atlântida - Civilizações desaparecidas

A Atlântida teria sido uma ilha no oceano Atlântico, a oeste da Europa e África, que afundou por causa de um terremoto, há milhares de anos.
Imaginam que a capital da cidade de Atlântida era uma maravilha de arquitetura e engenharia. A cidade era composta de uma série de paredes e canais concêntricos. Bem no centro havia um monte, e no topo do monte um templo para Poseidon. Dentro havia uma estátua de ouro do deus do mar com ele dirigindo seis cavalos alados.


Os mapas da Atlântida feitos por Platão teriam semelhança com a geografia da antiga Creta.

A Atlântida era governada em paz, era rica em comércio, avançada em conhecimento e dominava as ilhas e continentes que a rodeavam. De acordo com a lenda de Platão, o povo da Atlântida tornou-se complacente e seus líderes arrogantes;como punição, os deuses destruíram a Atlântida, inundando-a e submergindo-a em um dia e uma noite. Platão foi o primeiro a usar o termo “Atlântida”.

Há pessoas que acreditam que a ilha teria sido destruída por uma maldição. Mas ninguém conseguiu provar que essa ilha existiu.
Alguns historiadores acreditam que Atlântida seja, na verdade, a ilha Tyre, no mar Egeu, que foi quase toda destruída por um vulcão em 1.500 a.C. (antes de Cristo).
Segundo a lenda, em Atlântida moravam pessoas ricas, que queriam conquistar o resto do mundo. Mas eles foram derrotados pelos gregos.
Quando o navegador Cristóvão Colombo chegou à América e encontrou índios, muita gente na Europa acreditava que eles eram descendentes do povo de Atlântida.

CHUPA CABRAS - QUE SER É ESSE?

CHUPA-CABRAS

O que seria o chupa-cabras?


Existem vários hipóteses, e alguns pesquisadores desenvolveram teorias próprias, que buscam explicar quem é o chupa-cabras. Um ser do espaço? Um cachorro? Um inseto mutado? Vizinho interdimensional?

Chupa-cabra é uma suposta criatura responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México e Brasil. O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o seu sangue alegadamente drenado. Embora o assunto tenha sido explorado na mídia brasileira, os rumores sobre a existência do misterioso ser foram gradualmente desaparecendo, cessando antes da virada do milênio. (WIKIPEDIA)

Como a febre do Chupa-cabras começou?

Há dezenas de anos, foram feitos relatos de casos de animais encontrados mortos em pastagens, sem as vísceras e sangue... Não se encontravam explicações para os fatos e nem avistamentos de seres monstruosos eram anotados. Geralmente os animais vitimados eram bois e cavalos e os fatos aconteciam longe das propriedades rurais.
a partir de 1.970, surgiram casos que envolviam animais menores, especialmente cabras, dando origem ao termo “chupa-cabras”. O sangue era sugado, ou esgotado, dos corpos dos animais mortos e, também, não eram relatados avistamentos de seres possivelmente causadores dos fatos. No final dos anos 90, o chupa-cabras estava na mídia bombando. A presença desse predador vampírino no Brasil foi relatada pela primeira vez em 1966. ocorreram dezenas de casos principalmente na região de Campinas – SP, (nas zonas rurais da cidade de Sumaré, Monte Mor, Capivari e Rafard,) envolvendo inclusive o avistamento de seres monstruosos, próximos aos locais. Também OVEt´s (objetos voadores extraterrestres) foram observados, durante as noites, sobrevoando as regiões afetadas pelo fenômeno. Os animais envolvidos nessas ocorrências foram ovelhas, galinhas, cães e as próprias cabras. Os locais em referência foram propriedades rurais, próximo às residências, periferias de cidades e até mesmo quintais fechados.

Hoje, ele aparece esporadicamente. Mas será que já tem uma resposta sobre o que é o Chupa-cabras?

As pessoas sérias são mais prudentes, afirmando que provavelmente a morte desses animais domésticos foi causada por algum predador como a onça-parda e o lobo-guará. Outros atribuem a morte a alguma seita satânica”.

Características dos acontecimentos:

Ocorrência durante a noite;
Ausência de barulhos ou agitação dos animais;
Ausência de marcas no solo ou na vegetação, indicando sinais de ataque ou luta;
Ferimentos ou incisões nos pescoços dos animais mutilados;
Ausência de sangue nos corpos dos animais;
Ausência de marcas de sangue externamente;
Remoção de alguns órgãos;
Remoção de fetos (em um dos casos pelo menos, no Brasil);
Vários animais atingidos, no mesmo local e na mesma noite;
Presença, algumas vezes constatadas, na região próxima, de seres horripilantes;
Observações freqüentes de OVEt´s nas regiões afetadas e por ocasião dos fatos.


Os pesquisadores analisam as provas encontradas
No ano 2000, uma nova onda de ataques ocorreu no Chile. Diversos pesquisadores correm para o local para coletarem provas. Scott Corrales, um dos maiores especialistas em chupacabras do mundo também vai ao local realizar investigações. Moldes foram feitos pelo pesquisador Dr. Virgilio Sanchres de pegadas encontradas, além disto, ele tem uma amostra de pêlos de um suposto chupacabra. Ron Mcgill é outro pesquisador que se interessou pelas pegadas.

MISTÉRIOS - TRIÂNGULO DAS BERMUDAS

INIGMAS- Triângulo das bermudas


O Triângulo das Bermudas ou "Triângulo do Diabo" é uma área de 3.900.000 quilômetros quadrados no Oceano Atlântico, na parte da América Central Insular . Esta região tem um estigma de ser acometida por vários tipos de acontecimentos sobrenaturais. Foram constatados diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios.

Os desaparecimento nessa zona já eram conhecidas com outros nomes fatídicos, como o "Cemitério dos Barcos" e "Mar dos barcos perdidos". Durante cento e cinqüenta anos, e ainda antes de existirem casos arquivados, haviam sido verificadas estranhas desaparições e até desintegrações de aparelhos. À partir de 1945, induz a pensar que algo misterioso e mortal está ocorrendo ali. A primeira referência do "Triângulo das Bermudas" teve efeito em 5 de dezembro de 1945, em conseqüência da desaparição de seis aviões da marinha norte-americana e seus respectivos tripulantes.

Autoridades militares e pesquisadores do insólito procuraram uma explicação a tantas perdas inexplicadas: restos de máquinas procedentes de civilizações desaparecidas, perturbações eletromagnéticas, ações devidas a seres extraterrestres... Tudo pode ser, enquanto não seja demonstrado o contrário.
Uma das possíveis explicações para estes fenômenos são os distúrbios que esta região passa, no campo magnético da Terra. Um dos casos mais famosos é o chamado vôo 19.

Foi depois da publicação do livro O triângulo das Bermudas de Charles Bertlitz que os eventos foram conhecidos através da imprensa de uma forma mais abrangente.

Recentemente o canal de tv estaduniense, especializado em ficção científica, produziu uma mini-série para com o nome de The Bermuda Triangle: Startling new secrets.

Em geral, os oceanógrafos e os meteorologistas atribuem as causas destas supostas desaparições a súbitas mudanças atmosféricas, explicando a ausência de restos e de manchas de óleo nas embarcações pela corrente do golfo do México, que atua para o norte, entre a Flórida e as Bahamas, a uma velocidade de 1,5 a quatro nós.

No entanto, a ciência oficial continua sem dar explicações convincentes aos acontecimentos do Triângulo das Bermudas, negando ao mesmo tempo as teorias mais ou menos fantásticas que já circulam por todos os continentes.

Veja o vídeo para entender melhor:
http://www.youtube.com/watch?v=gncBNTDCEcI

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ESTRANHOS ADEREÇOS

MULHERES GIRAFAS DA ÁSIA E DA ÁFRICA

Já se conheciam mulheres-girafas na África, mas a origem desse hábito na Ásia tem várias interpretações lendárias: O colar teria sido uma punição para as mulheres adúlteras de antigamente; Uma proteção para as camponesas contra os tigres que as atacavam na garganta para beber seu sangue quando trabalhavam nos campos; Os homens teriam feito isso com suas mulheres para torná-las feias, evitando que fossem raptadas ou, ao contrário, ornamentavam-nas dessa maneira para mostrar sua riqueza e se fazer respeitar; Também uma das explicações é que, para os padaungs, o centro da alma é o pescoço. Assim, para proteger a alma e a identidade da tribo, as mulheres protegem o pescoço com aros.


“mulheres-girafa” da tribo Paduang na Tailândia. Elas se submetem a um hábito de usar argolas no pescoço desde os cinco anos de idade, com o intuito de alongá-lo até atingir o tamanho de 30 a 40 cm. Na verdade, segundo estudiosos, “não é o pescoço que cresce, mas os ombros que descem – a clavícula vai cedendo com o peso dos aros.” Dessa maneira, quatro vértebras torácicas passam a integrar a estrutura do pescoço.

Além do pescoço, usam tais aros nos tornozelos e pulsos, afinando esses membros também. De estatura baixa, geralmente, elas têm apenas alguns dentes e os exibem em gengivas avermelhadas pelo bétele (planta empregada em tinturaria, cujas folhas são mascadas).

Só no pescoço, as mulheres-girafas chegam a carregar mais de 10 quilos de aros – junto com os anéis dos braços e tornozelos, o peso pode superar os 20 quilos.
Essa tradição é tão natural para elas quanto usar aliança, para nós. Elas explicam: “uso todos estes aros, assim como minha mãe, minha avó e minha bisavó usavam, simplesmente para ficar mais bonita”.
Detalhe: elas são chamadas de mulheres-girafas não só pelo tamanho do pescoço, mas também pelo andar característico, extremamente altivo, provocado pelo uso e pelo peso do colar.

COSTUMES DAS MULHERES DO CONGO



As transformações operadas no corpo são manifestações culturais e refletem aquilo de mais original e peculiar de cada sociedade. São notáveis as transformações corporais a que se submetem as africanas de Congo, por exemplo.
Através de incrustações de objetos na cartilagem do nariz, no lóbulo da orelha e nos lábios, principalmente, elas distorcem radicalmente o formato original de suas feições criando furos gigantescos, esticamentos descomedidos.

MUTILAÇÃO DO GENITAL FEMENINO Cultura ou barbárie?

AS PRÁTICAS DA MUTILAÇÃO FEMININA
As mutilações dos genitais femininos, chamadas também de circuncisão feminina, compreendem vários tipos de práticas.
• A abscisão consiste no corte parcial ou total do clitóris. A abscisão pode ser realizada logo após o nascimento da menina, depois de meses ou anos, ou na entrada da puberdade. É sempre praticada por mulheres anciãs com algo cortante que pode ser navalha, faca ou pedaço de vidro, sem preocupações com a assepsia.
• A labiotomia é a extirpação dos grandes e/ou pequenos lábios, muito praticada na Somália, onde se estima que 98% das mulheres foram submetidas a esse procedimento doloroso. Está difundida também na Eritréia, Etiópia, Serra Leoa, Sudão, Quênia, Mali e Burkina Faso. Embora sejam países de maioria islâmica, a prática não é ligada a preceitos corânicos que prescrevem somente a circuncisão masculina. Existem documentos que indicariam como essa tradição já era praticada há mais de 6 mil anos.
• A infibulação é o procedimento em que a vagina vem quase totalmente costurada, deixando somente uma apertura para o escoamento da urina e do sangue menstrual. Em algumas tribos, se introduz um pequeno canudinho – fíbula – para manter a abertura. Muitas vezes com a abscisão do clitóris, a infibulação é realizada na puberdade e pode ser efetuada outras vezes durante a vida da mulher. Antes do casamento, mulheres anciãs reabrem a sutura para propiciar o ato sexual e o parto.

A repetição da infibulação provoca distúrbios psíquicos além de hemorragias e infecções na região genital, que podem conduzir à esterilidade, infecção e morte da mulher.

A mutilação dos genitais femininos são antigas tradições rituais, costumes que procedem das noites do tempo. Estão difundidas na faixa saariana e oriental da África entre populações cristãs, animistas e muçulmanas, embora não tenham origem nem na Bíblia nem no Alcorão. Em algumas etnias do norte do Quênia e do Mali, essas mutilações fazem parte dos ritos de iniciação das meninas à idade adulta.

No mundo, existiriam 130 milhões de mulheres (100 milhões seriam africanas) que foram literalmente dilaceradas pela amputação dos seus órgãos sexuais e, conforme estimativas comprovadas, mais de 6 mil meninas, a cada dia, são submetidas a esse tipo de violência. Cortam-lhes o clitóris, com facas, lâminas de navalha, fragmentos de vidros, sem a mínima assepsia nem anestesia.
Para outras comunidades rurais, as mutilações genitais seriam a garantia da virgindade da mulher, da sua fidelidade e da sua fertilidade, e se traduzem como um eficaz método de controle sobre a sexualidade feminina por parte do homem (pai ou marido). A excisão do clitóris em algumas tribos da Somália e do Sudão, serviria para aumentar o desejo sexual e protegeria a mulher de tentações, a fim de preservar a sua castidade até o matrimônio.

No Egito, os genitais femininos externos são considerados “impuros” e a menina que não for circuncisa é chamada de nigsa, isto é, suja. Na Somália, uma mulher não infibulada é considerada uma mulher de costumes fáceis e, portanto, será expulsa da aldeia ou do bairro onde mora. De outras, são arrancados os genitais inteiros. Outras são submetidas à infibulação, chamada também de circuncisão faraônica, que é uma intervenção devastadora na psicologia da mulher, perigosa para a saúde e pode ser repetida outras vezes na vida. Essas práticas rituais são difundidas especialmente em 28 países do continente africano, mas também no Extremo Oriente e, ultimamente, na Europa e nas Américas, como conseqüência do fluxo migratório.
Comportam muitos riscos para a saúde e sobrevivência das jovens e das mulheres submetidas, seja porque realizadas por pessoas incompetentes, seja pela total ausência de normas higiênicas. São comuns, portanto, as hemorragias, infecções e, futuramente, as relações sexuais extremamente doloridas e os graves problemas no momento do parto, além da morte que ceifa muitas, após o ritual. Além dessas conseqüências físicas, existe o dano psicológico das mulheres que ficam excluídas de uma normal e equilibrada vida sexual.


A batalha contra essas mutilações ainda é difícil porque, além delas serem defendidas como tradições culturais e tribais arraigadas há séculos, defronta-se, também, com o silêncio, o medo e a reticência das mulheres africanas. A solução, portanto, está condicionada a uma tomada de consciência das mulheres-vítimas. Muitas delas preferem perder a sexualidade antes de perder a autonomia e o poder, privilégios concedidos somente àquelas que obedecem à cultura e à tradição da sociedade patriarcal que domina o ambiente em que estão inseridas. As moças africanas, que fogem dessas práticas, desonrariam a família e são colocadas num nível social mais baixo na sociedade étnica e têm escassas possibilidades de se casar.


Hoje, mulheres africanas e de outros países ousam se rebelar e lutar para mudar a situação. aderem à campanha internacional “Stop-FGM. Stop às mutilações genitais femininas”, lançada pela Associação italiana de mulheres para o desenvolvimento (Aidos), em colaboração com a Associação das mulheres da Tanzânia (Tamwa) e, ainda, com a “Organização não há paz sem justiça”.

CANIMBALISMO– Ritual Macrabo

Canibalismo é quando um ser é capaz de comer parte ou até mesmo todo o corpo de um indivíduo da mesma espécie. O canibalismo é comum em rituais satânicos onde um indivíduo é sacrificado para algum deus e os adeptos da religião acreditam que ao comer sua carne receberá toda sua força e seu poder.

O canibalismo não foi uma perversão moral dos selvagens nem costume de algumas raças, mas uma prática inerente ao homem em todas as latitudes do Globo. Basicamente, sempre houve duas razões para a antropofagia: a alimentação e o ritual (religioso ou social). Em quase todo o mundo, praticou-se o canibalismo tanto gastronômico como ritual, porém, nos séculos mais recentes, predominou a motivação epicurista - os povos canibais achavam a carne humana deliciosa!


Ao matar uma pessoa de forma violenta, os antigos acreditavam que se produzia uma liberação de poderosa energia que poderia ser manipulada para diversos fins por pessoas especiais: sacerdotes, reis, mestres. Para obter o máximo proveito dessa "força", era preciso derramar sangue na boca dos ídolos (esculturas) e comer certas partes dos corpos das vítimas, como o coração, a cabeça e os músculos. Era crença que somente reis e sacerdotes podiam consumir o sangue, porque a sua enorme potência causaria loucura em pessoas despreparadas.

A distribuição dos pedaços do corpo podia seguir uma certa ordem: em alguns povos, o cadáver era repartido em tantas partes quantos os guerreiros que haviam participado da captura, respeitado o limite de seis, para que todos ficassem saciados. Os músculos e os braços eram muito apreciados, assim como os pés, que consta serem uma das partes mais saborosas do homem. Na Nova Zelândia, ao sacerdote cabia comer também o coração, mas na África este órgão era petisco destinado somente aos chefes tribais. No Senegal, os sacerdotes preferiam comer o fígado (literalmente). De forma geral, os reis e sacerdotes tinham a conveniente e gastronômica crença de que comer o coração do guerreiro mais valente capturado lhes transmitiria a sua valentia.

Os mexicanos gostavam de cozinhar os despojos com milho e sal, mas sem usar a popular pimenta. Já os prisioneiros e as crianças devoradas em honra a Tlaloque (divindade relacionada à água) eram cozidos com talos de abóbora e flores, após serem engordados durante semanas para que o festim fosse mais satisfatório ao paladar. Há registros indicando que a carne humana tinha o sabor semelhante à do porco. Nas sociedades bastante primitivas, a carne era repartida entre todos e não havia qualquer ritual. Quanto maior o nível cultural dos povos, mais rigorosa era a hierarquização da partilha - afinal, somente os "eleitos" podiam desfrutar do poder transmitido pelo canibalismo.

Na história, os canibais mais conhecidos são os astecas que sacrificavam e comiam os guerreiros prisioneiros de guerra de outras tribos. O canibalismo perante a lei é crime e o canibal praticante pode ser processado por mutilação e profanação de cadáver, além de desrespeitar o ser humano.

Os gregos, segundo a sua mitologia, foram antropófagos; Aquiles imolou na pira centenas de jovens; quando os filhos de Israel entraram na "terra da promissão", encontraram as fornalhas do deus Baal, onde se assavam crianças. Destes sacrifícios humanos derivaram os de animais, como a imolação de reses no Templo de Salomão, que evoluíram até a "perfeição" dos frigoríficos atuais, que produzem a picanha, o pernil e o frango de nossas mesas. O canibalismo deixou rastros nas Américas do Sul, Central e do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Polinésia, Europa, Ásia, África - enfim, em todos os cantos da Terra.


Quando os espanhóis aportaram no México, os sacrifícios estavam no auge, bem como os banquetes onde o prato principal era a carne humana. Os mexicanos ainda guardam a mesa de pedra entalhada e a faca de obsidiana (pedra cortante, de origem vulcânica) com que os sumos sacerdotes abriam o peito e arrancavam o coração ainda palpitante das vítimas, seguradas na pedra por cinco auxiliares vestidos de preto. Assim eram sacrificadas - e comidas - cerca de 20 mil pessoas por ano.

Na Espanha, o cerco romano às cidades de Astapa, Numancia e Calagurris, quase 150 anos antes de Cristo, provocou o canibalismo consentido e o suicídio coletivo da maior parte das respectivas populações. Na Irlanda antiga, como no México, a imolação de seres humanos esteve em voga. Os pais irlandeses imploravam aos deuses que os conservassem vivos até o dia do casamento da filha. Nesta festa, a sogra era abatida e servida como churrasco, após ser engordada para esta ocasião durante meses.

Entre os tártaros, quando acabavam as provisões de carne, as cozinheiras exigiam dos comandantes a entrega dos prisioneiros de guerra ou de crianças órfãs para servirem de refeição. Já o corpo dos condenados à morte tinha o mesmo fim, porém, outra finalidade: os sentenciados eram executados em praça pública e seus despojos distribuídos entre o clã; acreditava-se que o consumo da carne de criminosos imunizava contra impulsos mórbidos, uma espécie de vacina contra tendências criminosas.

Embora pareça que a antropofagia coletiva ocorreu no passado distante, ela foi praticada até meados do século passado, e ainda hoje existem casos isolados. Em 1947, quando o rei da Inglaterra visitou as tribos negras da África do Sul, os guerreiros bantus, em sinal de amizade, bradaram: "Traga os seus inimigos! Queremos comê-los!". O cruel ditador Idi Amin Dada, de Uganda, na década de 1970, seguia a tradição de comer o fígado de seus muitos inimigos - em público, com TV. As poucas jovens que se recusaram a ter relações sexuais com ele foram estupradas e depois tiveram seus clitóris mastigados. Já o Imperador da República da África Central, Jean Bokassa, nessa mesma época, preferia crianças, que escolhia nas salas de escolas primárias.

Ainda no século 20, durante a guerra entre os EUA e o Japão, os soldados americanos encontraram açougues na Nova Guiné que vendiam carne de moças jovens e bem tratadas. Também as tropas alemãs, ao invadirem a cidade de Kiev, na Ucrânia (ex-URSS), em 1941, ficaram horrorizadas ao verem carne humana vendida a quilo nas lojas do belíssimo Mercado Municipal, que existe ainda hoje. Os "açougueiros" soviéticos foram presos e imediatamente enforcados. É curioso que a moral apurada destes soldados não os tivesse impedido de fuzilar friamente, nesta mesma ocasião, os quase 100 mil judeus que moravam na cidade. Existem também relatos de canibalismo em situações extremas de fome, principalmente em invernos rigorosos. Um dos mais famosos é o caso do avião que caiu nos Andes em 1972.

Entre os selvagens brasileiros até pode ser aplicável em raros casos, mas o que prevalecia mesmo eram o gosto pelo churrasco humano e o sentimento de vingança pelo inimigo. Em várias aldeias, principalmente dos tupinambás, a carne humana era estocada como alimento e a vítima mantida presa e sob engorda por semanas ou meses. Mas nem sempre se esperava para consumir a criatura. Durante lutas entre tribos, havia casos de canibalismo logo após a captura do inimigo, para saciar o apetite dos guerreiros e suas famílias. E como os nossos índios apreciavam muito a carne humana, volta e meia invadiam outras aldeias exclusivamente para obter o petisco.

Fonte: http://www.serqueira.com.br/mapas/canib1.htm