terça-feira, 2 de outubro de 2012

GRANDES PROBLEMAS AMBIENTAIS CONTEMPORÂNEOS MEIO AMBIENTE - ÁGUA



São vários os problemas apontados por organizações ambientais como World Wide Fund (WWF) e Greenpeace, e mesmo por órgãos governamentais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, alguns são apontados como mais urgentes ou mais alarmantes. Na lista dos principais problemas ambientais da atualidade estão questões como aquecimento global, desmatamento e extinção de espécies, diminuição dos recursos hídricos, consumo e lixo.

Com o evento da Revolução Industrial, a concentração populacional nas cidades marcou  um grande avanço social mas também marcou o grande avanço na destruição do meio ambiente. As causas das agressões ao meio ambiente são de ordem política, econômica e cultural. A sociedade ainda não absorveu a importância do meio ambiente para sua sobrevivência.

Nunca se falou tanto em preservação ambiental como nos dias de hoje. A preocupação com o meio ambiente tomou conta dos meios de comunicação, das escolas e até mesmo das indústrias mas as ações para preservação ou conservação caminha a passos lentos no Brasil. As carências em tantas áreas impedem que sejam empregadas tecnologias/investimentos na área ambiental.

É preciso que o Estado Moderno através de seus administradores públicos, no seu papel, gestor-indutor, crie uma aliança global para minimizar os efeitos nefastos das ações antrópicas, em uma corrente única e sólida em busca de uma ecocidadania planetária. (Siqueira j.c.z.)

RECURSOS HÍDRICOS

As águas do mundo atinge mais de 70% da superfície da Terra, 97,5% é salgada estando nos mares e oceanos; 2,493% é doce (potável), mas são encontradas em geleiras e no subterrâneo e é apenas 0,007% é doce e está disponível nos rios, lagos e na atmosfera sendo possível seu consumo. A fração da água potável disponível é tão pequena que causa preocupação ao pensarmos no futuro do planeta. Será se a teremos para sempre? A água é usada de maneira inadequada, desperdiçada, mal distribuída , alguns lugares é abundante, como na Amazônia, outros lugares é tão escassa que provoca sérios conflitos internacionais.

O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. Está localizado na região centro-leste da América do Sul ocupa uma área de 1,2 milhões de Km², estendendo-se pelo Brasil (840.000l Km²), Paraguai (58.500 Km²), Uruguai (58.500 Km²) e Argentina (255.000 Km²). Sua maior ocorrência se dá em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.  O Brasil é considerado um  país com as maiores reservas de água do planeta.

A agressão ao meio hídrico é grande. Parte da poluição é muito visível: rios espumosos, derramamento de óleo, entulho de resíduos resultados do consumismo tanto doméstico quanto industrial e agrícola Mas grande parte é invisível. Rio e lagos afetados pelas chuvas ácidas e por resíduos de agrotóxicos e fertilizantes podem ainda parecer muito bonitos mas sem vida.

A poluição das águas oceânicas é mais real e visível a cada dia. As  áreas de maior preocupação são as que se encontram próximo  à costa, com  aglomerados humanos que escoam esgotos pluviais urbano geralmente sem tratamento, nos países subdesenvolvidos, escoamento de superfícies impermeáveis incluindo ruas, edifícios e outras áreas pavimentadas para esgotos ou tubos antes de descarregarem para águas superficiais que as levam para os mares,  foz de rios que agridem os oceanos  pelo excesso de poluentes derramados e despejados destas águas ao mar. É exatamente nessa área mais poluída que se encontra a maioria de vida marinha, nas plataformas continentais.

Poluição das águas por agrotóxico.
Quando ocorre a fertilização do solo agrícola e a pulverização das plantações, com a chuva, esses componentes penetram no solo - ( vertical), poluindo os lençóis freáticos,  escorre pela enxurrada ( horizontal), poluindo os rios e lagos e também se espalha pelo ar atmosférico ( principalmente o agrotóxico pulverizado com avião) passando a contaminar o ar, contribuindo com os grandes problemas ambientais da atualidade: Efeito estufa, destruição da camada de ozônio e chuva ácida, sem falar no envenenamento cada vez maior dos alimentos produzidos, esses mesmos que vem à nossa mesa todos os dias.

Poluição das águas pelas indústrias
A atividade industrial está, inevitavelmente, associada a uma certa degradação do ambiente, uma vez que não existem processos de fabrico totalmente limpos.
Mesmo havendo leis que proíbem, muitas indústrias, continuam a lançar resíduos tóxicos em grande quantidade nos rios.
A perigulosidade das emissões industriais varia com o tipo de indústria, matérias primas usadas, processos de fabrico, produtos fabricados ou substâncias produzidas, visto conterem componentes que afetam os ecossistemas.
Na superfície da água, é comum formar-se uma pequena espuma ácida, que, dependendo da fonte de poluição, pode ser composta principalmente de chumbo e mercúrio. Essa espuma pode causar a mortandade da flora e da fauna desses rios. E esses agentes poluidores contaminam também o organismo de quem consome peixes ou quaisquer outros produtos dessas águas.
As principais origens da poluição industrial são:
  • As tecnologias utilizadas, muitas vezes envelhecidas e fortemente poluentes, com elevados consumos energéticos e de água, sem tratamento adequado dos efluentes com rara valorização de resíduos;
  • A inexistência de sistemas de tratamento adequado dos efluentes;
  • A inexistência de circuitos de eliminação adequados dos resíduos, em particular dos perigosos.
  • Localização das unidades na proximidade de áreas urbanas, causando incômodos e aumentando os riscos;
  • Localização das unidades em solos agrícolas, causando a sua contaminação e prejudicando as culturas;
  • Localização das unidades em zonas ecologicamente sensíveis, perturbando e prejudicando a fauna e a flora;
  • Realização das descargas de efluentes em águas subterrâneas ou superficiais, com risco de contaminação das águas de consumo;
  • Depósitos indevidos de resíduos, cuja lixiviação é fonte de poluição do solo e do meio hídrico.
Embora a legislação brasileira seja rigorosa, não há o mínimo de fiscalização, a população industrial

Poluição das águas por esgoto doméstico
Existem alguns compostos orgânicos sintetizados pela indústria que não são biodegradáveis. Tais compostos também chamados de recalcitrantes ou biologicamente resistentes. Não sendo degradados, eles vão se acumulando na água, atingindo concentrações tão altas que geram sérios riscos aos seres vivos. essas substâncias não degradáveis merecem destaque os detergentes, petróleo e os defensivos agrícolas.
Os detergentes e sabões impedem a decantação e a deposição de sedimentos e, como reduzem a tensão superficial, permitem a formação de espuma branca na superfície dos rios, diminuindo a oxigenação da água, o que afeta a vida aquática e a vida humana. Os detergentes e sabões lançados pelos esgotos nos rios e lagos podem causar problemas de intoxicação nas pessoas que vivem na região ribeirinha afetada, essas são algumas das conseqüências causadas pelo despejo desordenado de esgotos domésticos e industriais nos rios, mares e lagos.

Poluição das águas pela navegação
A atividade no mar, gera impactos. As necessidades operacionais de uma embarcação, como o consumo de água e energia, geração de lixo e esgoto, já seriam suficientes para a tomada de medidas controladoras, mas no caso das embarcações, somam-se também as exigências operacionais de uma unidade flutuante: como óleo combustível, lubrificantes, produtos químicos, descargas para o mar, refrigeração, entre outros, e claro, a sua carga. Dessa maneira, geram-se impactos de fontes variadas ao meio-ambiente marinho.

Acidentes ambientais podem decorrer de falhas humanas, sejam na manipulação direta de equipamentos ou no gerenciamento operacional inadequado que envolve a manutenção e a segurança do navio, ou por condições meteorológicas não calculáveis, imprevisíveis e ou incontroláveis. O derramamento de petróleo é o mais sérios acidentes ocorridos nos oceanos por ocasião de acidentes e mesmo de Guerra, como ocorreu no Golfo Pérsico algumas vezes.

Mesmo sendo uma prática proibida, as embarcações, grandes ou pequenas, procuram o alto mar para lavar o cais e jogar todo resíduo nos mares e  oceanos, acarretando sérios problemas à vida marinha.

domingo, 11 de dezembro de 2011

PONTE TRANSOCEÂNICA – ESTREITO DE BERING AO ALASCA


Os russos possuem um plano de construírem um túnel gigante ligando a Sibéria ao Alasca. A idéia de construir uma ponte sobre o Estreito de Bering tem sido bastante discutida entre alguns engenheiros e um dos maiores grupos tecnológicos do mundo. A possibilidade de unir dois continentes em uma das regiões mais frias do planeta (temperatura entre -20°C e -50°C durante o inverno) põem a prova os limites da imaginação humana.

Este projeto, financiado com capital público e privado, poderia também ser bastante sustentável e ecológico. O túnel deverá ter 103 km de extensão total com possibilidade de expansão para ligar Nova York a Londres. O dinheiro para financiar a obra viria todo da iniciativa privada e o trem seria utilizado só para transporte de carga (cerca de 100 milhões de toneladas por ano). O túnel levaria quinze anos para ficar pronto – e uma rede elétrica e ferroviária levariam mais outros anos – mas o projeto iria mudar de forma significativa a indústria de transporte de carga.
Os autores do documentário “Bering Strait Bridge”, do Discovery Channel, especulam sobre esta possibilidade de um ponto de vista técnico, analisando os itens que seriam necessários para construir tal estrutura. Dadas as condições meteorológicas da zona, a ponte teria que superar as dimensões já conhecidas, sendo que teria que enfrentar um mar enfurecido, as investidas dos gigantes icebergs e temperaturas à 50°C a baixo de zero.

Estas circunstâncias obrigariam a construir pilares suficientemente fortes para resistir aos grandes temporais que cruzam o mar de Bering. Para a ponte, se calcula que os pilares deveriam ter um peso de 50.000 toneladas e altura de 40 andares. Em total para cobrir a distância de 85Km que separa os territórios da Sibéria e Alaska, seriam necessários 220 pilares que dariam para construir 140 Empire State Buildings.

A ponte será dividida em três partes: o topo para tráfego veículos, o meio para trens de alta velocidade, e a parte de baixo para tubulações de óleo e gás. O topo só será aberto para tráfego de carros e caminhões durante o verão.
Engenheiros do Discovery Channel estimam o custo da estrada, pista dupla e tubulações, incluindo continuações em terra, em $105 bilhões. Isso excluindo o custo das novas estradas em terra para ir para a ponte. Teve uma longa discussão sobre os benefícios para os residentes do Alaska, sobre a cultura e o grande número de visitantes a vila dos Esquimós obstruíram esses planos.
Fonte:
http://www.connectionworld.org/uma-ponte-sobre-o-estreito-de-bering/
http://eco4planet.com/blog/2011/08/russos-querem-trem-da-siberia-ao-alasca/
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/tunel-subaquatico-gigantesco-vai-ligar-a-russia-ao-alasca/

EUROTÚNEL - METRÔ SUBMARINO NO CANAL DA MANCHA


Gigantesca obra da engenharia que interliga a Inglaterra à França (A distância entre os dois países é de 50 km.), atravessando o canal da Mancha. Foi preciso construir um túnel entre 40 a 75 metros abaixo do solo do mar; Essa obra tem sido o cálice sagrado da engenharia moderna. Essa construção é composta por três túneis paralelos que possuem funções distintas: dois, com 7.6m de diâmetro, possuem compartimentos usados para transportar caminhões, carros e passageiros, e o outro é usado para o sistema de ventilação, serviços e acesso de emergência, com 5m de diâmetro.

O trajeto entre os dois países, feito em um trem (Eurostar), demora aproximadamente 35 minutos, em uma velocidade média de 160 km/h. O túnel é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno, segundo a Sociedade Americana dos Engenheiros Civis. Sua construção consumiu 15 bilhões de euros – mais do que o dobro do previsto – dinheiro levantado por 200 bancos e mais de 600 mil pequenos acionistas, convencidos de que estavam fazendo um bom negócio.

Haviam mais de 200 anos que se tentava viabilizar essa idéia Em 1988, tratados internacionais foram assinados, negócios foram fechados e mais uma escavação foi iniciada de cada lado do túnel ( lado inglês e francez) Os túneis, que foram sendo cavados de um lado e de outro do canal, estavam apenas poucos centímetros desalinhados. Um verdadeiro prodígio de precisão., Inaugurado solenemente em 6 de maio de 1994
A empresa de engenharia por trás do projeto usou tecnologia sísmica de perfil desenvolvida para exploração de óleo para verificar exatamente o que havia no leito do mar. Isso ajudou a guiar as escavações para longe da terra frágil debaixo do Canal, dando ao túnel fundações firmes de pedra sólida.

Realizou-se o eterno sonho de geólogos, políticos e engenheiros, de restabelecer a ligação da Grã-Bretanha com o continente europeu. Ligação que existiu um dia, mas foi levada pelas águas entre oito mil e dez mil antes de Cristo. A euforia inicial, porém, passou há muito tempo, pois a expectativa de que o empreendimento desse lucro não se concretizou logo. O movimento do túnel é razoável, mas seria preciso muito mais para diminuir as dívidas acumuladas que somam nove bilhões de euros. No fundo, a empresa nunca se recuperou dos custos astronômicos da construção. Milhares de acionistas pedem aos governos francês e britânico que auxiliem a resolver a questão das dívidas, mas os tratados vigentes proíbem categoricamente qualquer ajuda estatal direta,


A expectativa inicial, era que o Eurotúnel passaria para trás a concorrência. O que não aconteceu: as barcaças continuam transportando carros pelo Canal da Mancha e as companhias aéreas diminuíram tanto o preço dos vôos que é muito difícil superar as suas ofertas.
Fontes consultadas:
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/eurotunel.htm
http://nadave.net/2008/08/eurotunel-a-maior-passagem-submarina-do-mundo/
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1192821,00.html

sábado, 29 de outubro de 2011

POROROCAS NA AMAZÔNIA

A palavra pororoca é de origem indígena (tupi) e significa estrondo (forte barulho da natureza). A pororoca é um fenômeno natural que ocorre quando há o encontro entre as águas de um grande rio com as águas do oceano. É um espetáculo natural de rara beleza e violência. No Brasil acontece na foz dos rios da Amazônia.
O rio Amazonas, por causa do grande volume de água consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros,mas durante a lua nova a situação se inverte. O choque dessas águas é tão intenso que tudo começa com um estrondo ensurdecedor. Alguns minutos depois, uma enorme onda, se reflete em todos os estuários rasos dos rios que desembocam no golfo amazônico. Durante a maré alta se formam ondas cerca de 30 km da costa e seguem em direção aos rios. A onda ganha forma ao se afunilar no leito de alguns rios que vai ficando mais raso, ou em "furos", nome dado ás passagens entre ilhas-e vai aumentando a velocidade e a altura. ( assim como a onda do tsunami).Ao ficarem mais rasos, faz com que a onda cresça e ganhe velocidade e força a ponto de fazer com que a direção da correnteza do rio seja invertida, para logo depois voltar ao normal. Esse fenômeno se repete 12 horas depois, na próxima maré alta.
A pororoca pode ser um espetáculo aterrorizador ou fantástico dependendo de onde você estiver.
A pororoca não acontece somente no estuário do Amazonas. Existe em alguns estuários e trechos finais de rios do litoral amazônico, que deságuam direto ou indiretamente no Atlântico, principalmente no Amapá de forma bem violenta.
Nas suas manifestações mais violentas esta onda pode chega a atingir 6 metros de altura, uma velocidade de 30 quilômetros por hora e durar o impressionante tempo de uma hora e meia adentrando até 50Km ao longo do Rio, podendo causar destruição em suas margens, O fenômeno atrai turistas de todo o mundo além de surfistas..


O Rio Amazonas, despejando cerca de 12 bilhões de litros de água por minuto no Oceano Atlântico se torna o melhor lugar do mundo para o fenômeno, principalmente As pororocas nos meses de março e abril durante as luas cheias e as luas novas, coincidindo com o período de cheia do Rio Amazonas., acontecem de maneira mais violenta. Somam-se a isto as altas marés e os ventos que empurram essa maré diretamente para os estuários.

Nas pororocas mais violentas a onda arranca arvores, leva arvores e tudo o mais que encontrar pela frente. Os habitantes da região já acostumados se protegem e sabem reconhecer os sinais da pororoca muito antes dela chegar, pois é sabido que poucos momentos antes da onda chegar reina um silencio absoluto para logo chegar a onda com um barulho estrondoso.

A “pororoca” é antes de tudo um agente destruidor. A baixa costa do Amapá, de formação flúvio-marinha recente, está em longos trechos recuando constantemente devido ao ataque periódico das vagas das marés de lançantes à ação da pororoca nos estuários; correndo as margens destes últimos, o fenômeno vai alargando-se progressivamente, tornando-os cada vez mais raso.
O mesmo fenômeno também ocorre em outros continentes, mas em nenhum outro lugar é tão intenso e impressionante como na Amazônia brasileira.

Fontes:
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/pororoca.htm
http://www.amapa.net/index.php?option=com_content&view=article&id=82:fenomeno-da-pororoca
http://turismo.culturamix.com/aventura/pororoca
http://blog.educacional.com.br/revistadaterra/tag/pororoca/

ILHA ATOL DAS ROCAS

Atol - ilha que se forma nos oceanos por por acumulação de corais e outros invertebrados, em forma de anel, em formato aproximadamente circular .
A Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas é um pequeno arquipélago de duas ilhas que pertence ao estado do Rio Grande do Norte no Brasil. É o único atol do oceano Atlântico Sul compreendendo 360 000 m² (incluindo o atol e as águas que o circundam). Fica a 260 quilômetros a nordeste de Natal, capital do estado, e 145 km a noroeste do Arquipélago de Fernando de Noronha. É a primeira Reserva Biológica Marinha do Brasil criada no Brasil, em 5 de junho de 1979, pelo Decreto-lei n.º 83549, constituindo-se desse modo numa reserva biológica em que a única atividade humana permitida é a pesquisa científica.
Com apenas sete quilômetros e com forma de uma elipse quase circular, está entre um dos menores do planeta.
Na maré alta somente ficam emersas duas ilhas, chamadas Farol e Cemitério, formadas por fragmentos de conchas, ossos de aves, de peixes e detritos vegetais. Já na maré-baixa surgem na área interior do atol várias piscinas naturais, de tamanhos e profundidades variadas, que funcionam como berçários para diversas espécies marinhas.
Esse antigo topo de vulcão funciona hoje como um enorme berçário vivo de muitas espécies. É considerado uma das áreas mais importantes para a reprodução de aves marinhas tropicais do Brasil. Todos os anos milhares de aves e centenas de tartarugas-verdes retornam para lá para desovar, é área de abrigo e alimentação da tartaruga de pente. Cinco espécies de aves residentes: duas de atobás, uma de trinta-réis ou andorinha do mar e duas de viuvinhas. Além delas, 25 espécies migratórias fazem de Rocas um porto permanente ( Venezuela, África, Sibéria).
Atol das Rocas é também o paraíso de muitas espécies aquáticas, foram catalogadas quase 150 espécies de peixes diferentes, quase cem espécies de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, sete espécies de coral e duas espécies de tartarugas, 24 crustáceos, destacam-se o caranguejo terrestre e o aratu, que somente habitam ilhas oceânicas, 110 espécies de macroalgas.

Muitas embarcações já nalfragram nos recifes de Atol das Rocas. Os primeiros relatos de naufrágios ocorridos nos recifes de Rocas são do começo do século XIX, mas sabe-se que Rocas despedaça navios muito antes disso.
A primeira citação do Atol das Rocas, em carta náutica, foi publicada em 1502 por Alberto Cantino, representado sob a forma de mancha a Oeste da ilha de Quaresma (hoje conhecida como Fernando de Noronha).
Matéria completa no site: http://www.institutoaqualung.com.br/info_atol46.html
Vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=_5EBzNKe6WE

ILHA DE MARAJÓ - Maior Ilha flúvio-marítimo do planeta

Ilha de Marajó

- Situada no estado do Pará e cercada pelos rios Amazonas, Tocantins e pelo oceano Atlântico, a Ilha de Marajó, bela e exótica, ainda é pouco conhecida pelos turistas. De frente para Belém, é maior que a Suíça ou a Holanda, são aproximadamente 50 mil km2 e 16 municípios, sendo que somente quatro têm agencias bancárias.. Com cerca de 3 mil ilhas e ilhotas, é o maior arquipélago flúvio-marítimo do Planeta é uma Área de Proteção Ambiental - APA. Apenas uma parte dela, ao leste, está aberta ao turista e tem fácil acesso. Possui exuberantes riquezas naturais espalhadas pela ilha: lagos, campos, manguezais, igarapés, sítios arqueológicos, pântanos e praias de rio. A variedade da fauna é uma das grandes atrações da Ilha: diversas aves, peixes, macacos, capivaras, mas com certeza, as manadas de búfalo se destacam como símbolo da região.
A partida para a ilha é da capital Belém, na maior parte das vezes em barcos que leva quase três horas no trajeto de 80 km. O principal porto da ilha é a cidade de Soure, considerada a capital da ilha. Basicamente, a visita envolve as cidades de Soure e Salvaterra.
O viajante tem oportunidade de se hospedar em fazendas tradicionais ou de selva e viver experiências radicais, enfrentando as ondas da pororoca (nome dado ao encontro entre as águas do rio Amazonas e do oceano Atlântico) , fazendo lanternagem de jacarés ou trilhando em lombo de búfalos. Os búfalos - cerca de 600 mil (maior manada de búfalos do país ) tem presença constante. Até na refeição. Na carne, no leite e no queijo - também conhecido como queijo marajoara, não é exatamente como a mussarela de búfala, mas uma versão um pouco mais pastosa. São usados também como meio de transporte.
A cidade de Soure, na costa leste de Marajó, é considerada a capital da ilha por oferecer mais infra-estrutura e serviços, como hotéis, restaurantes e uma agência do Banco do Brasil.
A maioria dos turistas, não costuma ficar mais de três dias na ilha. Tempo de explorar as praias, um pouco das fazendas de búfalos, dos mangues e da dança do carimbó, uma amostra do folclore e da história. Misto de lendas indígenas com crenças africanas. O carimbó, freqüentemente dançado nas salas das casas, é exibido em apresentações para turistas. Para os moradores, a serventia do animal vai além da cozinha e do artesanato. A polícia local, por exemplo, monta no lombo do búfalo para se locomover.

Com toda dificuldade que a ilha do Marajó enfrenta de comunicação interna e externa, os municípios, cada vez mais, vão superando as barreiras para o desenvolvimento. Chaves, um dos 12 municípios do Marajó, é um dos  únicos  com acesso gratuito à internet. Ou seja, qualquer pessoa que comprar um computador na sede do município terá acesso à internet. A inclusão digital, via rádio, está sendo comemorada pela prefeitura e moradores como a saída mais curta para enfrentar o isolamento do município.

Fontes pesquisadas

webventure.com.br/destinoaventura/pa/ilhademarajo
viagensmaneiras.com/viagens/ilhademarajo.htm
paraturismo.pa.gov.br/destinos/marajo.asp
wikipedia.org/wiki/Ilha_de_Marajó
ecoviagem.uol.com.br/brasil/para/parque-nacional/ilha-de-marajo/
brasilazul.com.br/ilhademarajo.asp

BANANAL - Maior Ilha Fluvial do mundo


A Ilha do Bananal, formada entre os rios Araguaia e Javaés, é a maior ilha fluvial do mundo v no estado do Tocantins, próximo à divisa com os estados de Goiás, Mato Grosso e Pará. Reserva ambiental desde 1959, é a maior ilha fluvial do mundo. estar na faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o cerrado . Vivem na ilha cerca de 12 000 brancos e 1 800 índios ( carajás, javaés, avás-canoeiros e tapirapés.).
A ilha é santuário ecológico de rara beleza cênica, contendo exuberantes fauna e flora com inúmeras espécies de animais silvestres. É banhada por lagos (quase 100 lagos), igapós, riachos e rios ( três rios nascem e morrem dentro de seus limites), rodeados por matas virgens.

No Sul da ilha está o Parque Indigena do Araguaia, com 1.437.689 ha de área, administrado pela Fundação Nacional do índio (FUNAI), o qual foi criado para proteger os índios Javaés e Carajás, que ali habitam. No Norte da Ilha está o Parque Nacional do Araguaia, que originalmente abrangia toda a Ilha, tendo sua área reduzida, hoje, para aproximadamente 460.000 há, ocupando um terço da extensa Ilha do Bananal .O Parque Nacional do Araguaia está sobre uma planície alagável. Além de lagos, rios, brejos e florestas, 60% do território é ocupado por campos. Administrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
Na estação chuvosa (setembro a março), aproximadamente 80% do território da Ilha fica alagado, formando belíssimos pantanais, transponíveis apenas por embarcações. Apresenta fauna e flora características tanto do cerrado quanto do pantanal.
Reportagem completa no site: http://www.meubrasil.inf.br/Pages/TO.htm

Os animais e a vegetação são o maior atrativo do parque. A espécie mais representativa e que vem recebendo uma atenção especial é a tartaruga-da-amazônia. O projeto Quelônios, do Ibama, já conseguiu devolver milhares de filhotes desta espécie às águas. Outra atração são as praias formadas nas margens dos rios Javaés e Araguaia no período de seca.
O parque possibilita ao visitante ver onças-pintadas, suçuaranas, corvos, veados, cachorros-do-mato, tamanduás , tatus, botos e preguiças. São conhecidos mais de 650 espécies de aves na ilha Nas áreas alagadas abundam emas, perdizes, garças reais, curiacas, colheireiros, irerês e mutuns. nos rios a diversidade não é menor: ali vivem jacarés-tinga, jacarés-açu, tartarugas-da-amazônia, jibóias e surucucus, além, claro, de peixes como tucunarés, pintados, arraias, poraquês, pirarucus e piranhas.
Apesar da importância da ilha como santuário natural, na década de 1990 a criação de gado, além da ação de caçadores e da pesca predatória, que faz aumentar a população de piranhas, traziam desequilíbrios ecológicos.
Nas proximidades do Parque Indígena do Araguaia há excelentes pontos de observação astronômica e ainda pode-se ver o pôr-do-sol e praias fluviais no período de seca.
O objetivo da criação do Parque foi proteger uma amostra do ecossistema de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica e de uma porção da Ilha do Bananal.
So pode ser visitada com a autorização do Ibama.



Segundo reportagem da Globo, está ocorrendo um grave problema nesse santuário:
(Globo Repórter - edição de 17/09/2010)
MAIOR ILHA FLUVIAL DO MUNDO ESTÁ DEIXANDO DE SER ILHA
A água do Araguaia e seus afluentes também é usada para irrigar lavouras e até pastos. A região do Bananal estaria deixando de ser ilha, durante até nove meses do ano. O cerrado já perdeu metade de sua vegetação original.
“A própria região do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, estaria deixando de ser ilha, durante até nove meses do ano.Já há uma forte sedimentação. E na estação seca, essa sedimentação fica muito evidente, meio que já conectando a ilha com o outro lado do Rio Javaés”, revela a geógrafa Selma Simões de Castro. “Pelo menos, no sul dela, nós já temos evidências de um forte assoreamento e que já está conectando essa ilha ao lado de lá”.

Fontes pesquisadas:
emdiv.com.br/pt/brasil/obrasil/1824-ilha-do-bananal-a-maior-ilha-fluvial-do-mundo.html
gurupionline.com.br/v02/index.php/turismo/22-ilhas/16-a-ilha-do-bananal-maior-ilha-fluvial-do-mundo
ecoviagem.uol.com.br/brasil/tocantins/parque-nacional/araguaia/
super.abril.com.br/ecologia/ilha-bananal-paraiso-tocantins-445289.shtml